O futuro automobilístico global parece eletrificado. Já responsáveis por 13% das vendas mundiais de veículos leves, os carros elétricos estão no caminho certo para dominar o mercado. Uma pesquisa recente da consultoria Bain & Company prevê que esses veículos representarão 77% das vendas até 2040, com um crescimento exponencial após 2025.
A adoção de carros elétricos, entretanto, não tem sido uniforme em todas as regiões. A pesquisa destaca “pontos de inflexão” entre 2024 e 2025, como maior receptividade dos consumidores e a evolução da infraestrutura de carregamento. Entre 2025 e 2030, a expectativa é de paridade de preços entre veículos elétricos e à combustão na maioria dos mercados.
Contrastando com as tendências globais, a América Latina, e especialmente o Brasil, tem um caminho mais lento rumo à eletrificação. Com apenas 8.458 veículos elétricos vendidos no Brasil em 2022, as limitações são várias: poucos incentivos, matrizes energéticas já “verdes”, dimensão continental e valores mais altos de aquisição. Para Carlos Libera, sócio da Bain & Company, o Brasil pode se tornar um centro de desenvolvimento para veículos híbridos, uma ponte entre a combustão tradicional e a eletricidade.
Desafios para o Brasil incluem ampliar incentivos, competir com mercados como o México, desenvolver uma cadeia de suprimentos para o futuro e se adaptar rapidamente às mudanças tecnológicas e de mercado.







